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Cidadela de Qaitbay, em Alexandria

Alexandria: da Biblioteca Antiga ao Mediterrâneo

Alexandria foi fundada por Alexandre Magno em 331 a.C. e dominou o Mediterrâneo durante quase 700 anos — a cidade da Biblioteca e do Farol. Hoje tem 5 milhões de habitantes, ar marítimo e um ambiente completamente diferente do Cairo. No dia 9 do tour passamos aqui o dia inteiro.

Atualizado em julho de 2026 · Por João Leitão · Incluído no tour de 10 dias

2.300 anos de história em meio dia

Poucas cidades carregam um passado assim. Fundada por Alexandre Magno em 331 a.C., Alexandria foi a capital intelectual do Mediterrâneo durante quase 700 anos: a cidade da Biblioteca Antiga, do Farol — uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo — e de uma das maiores comunidades judaicas da Antiguidade. Quase nada disso sobreviveu à superfície: o Farol caiu com os terramotos, a Biblioteca desapareceu, e a cidade moderna cresceu por cima da antiga. Visitar Alexandria é um exercício de imaginação guiada — e é exatamente aí que um bom guia egiptólogo faz diferença: em cada esquina, explica o que ali esteve.

O que ver em Alexandria

Catacumbas de Kom el-Shoqafa

Catacumbas de Kom el-Shoqafa, em Alexandria
Kom el-Shoqafa: três níveis escavados na rocha, a 35 metros de profundidade.

O sítio arqueológico mais impressionante da cidade: uma necrópole do século II d.C. escavada em três níveis, a 35 metros de profundidade. É um dos exemplos mais fascinantes de sincretismo cultural — arquitetura greco-romana, decoração faraónica, ritos funerários egípcios. Um poço central, hoje com escadas, liga os níveis; o mais profundo guarda uma câmara de relevos excecionais. Foi considerada uma das Sete Maravilhas da Idade Média.

Cidadela de Qaitbay

Construída em 1477 pelo sultão mameluco Qaitbay exatamente onde se erguia o Farol de Alexandria, destruído por terramotos nos séculos XIII–XIV. O sultão reutilizou os blocos de granito do Farol — os arqueólogos identificaram blocos com hieróglifos nas muralhas. Lá de cima, o Mediterrâneo abre-se em panorama.

Bibliotheca Alexandrina

Bibliotheca Alexandrina, em Alexandria
A Bibliotheca Alexandrina (2002), com a fachada gravada em 120 línguas.

O grande edifício circular inclinado para o mar (2002), desenhado por um consórcio liderado por arquitetos noruegueses, é dos mais belos do Egito contemporâneo. A fachada de granito está coberta de caracteres de 120 línguas; por dentro, 11 andares de biblioteca aberta, museus de manuscritos, planetário e galerias.

Coluna de Pompeu

Um monólito de granito rosa com 26 metros — o mais alto do Egito fora do Cairo — erguido em 297 d.C. em honra do imperador Diocleciano. O nome “Coluna de Pompeu” é um erro histórico herdado dos cruzados. Na base, duas esfinges greco-egípcias e as ruínas do Templo de Serápis.

O almoço: peixe com vista para o mar

Alexandria tem a melhor cozinha de peixe do Egito, e o almoço do dia 9 — incluído no tour — é normalmente num restaurante de marisco na corniche: camarão grelhado, peixe fresco do dia, arroz com aletria, saladas egípcias. Depois de uma semana de templos e deserto, comer à beira do Mediterrâneo sabe a prémio.

Dicas práticas

  • Ritmo do dia: saída ~07h00 do hotel em Gizé, três visitas principais, almoço demorado, regresso ao fim do dia.
  • Clima: mais fresco e húmido do que o Cairo — em pleno verão, a diferença agradece-se. Ver clima mês a mês →
  • Roupa: confortável e em camadas; a brisa do mar engana. Ver o guia de roupa →

Perguntas frequentes sobre Alexandria

Quanto tempo se fica em Alexandria?

No nosso tour, um dia completo (dia 9): saída do Cairo por volta das 07h00 e regresso ao final do dia. Chega bem para as Catacumbas, a Bibliotheca Alexandrina, a Cidadela de Qaitbay e um almoço de peixe com vista para o Mediterrâneo — incluído.

Alexandria fica longe do Cairo?

A 230 km — cerca de 2h30 pela autoestrada do deserto, ou 2h pela estrada do Delta. Saímos cedo para maximizar o tempo na cidade.

A Biblioteca Antiga de Alexandria ainda existe?

Não. Nenhuma estrutura visível sobreviveu — quando e como foi destruída continua controverso. A Bibliotheca Alexandrina moderna é um projeto cultural contemporâneo inspirado na biblioteca lendária, não uma reconstituição.

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